quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mamãe que me perdoe, não posso mais conviver com essa opressão, essa falta de ar. Por que ela me sufoca em carinho?!
Não, não é o que pensa. Ela já se foi... mas continua a me sufocar! Suas fotos em retratos deitados me fitam em desaprovação. Por quê?! Por que essa decepção, o rosto de que algo não saiu como desejava, como se eu tivesse feito algo sujo?!
Não fiz nada errado, ela deveria saber disso!
Discordar nunca foi pecado, ao menos não deveria ser. E isso deveria ter algum peso para ela, já que era tão afeita aos santos e às coisas da igreja.
Que Deus a tenha ao seu diviníssimo lado.
Sim, apesar dos olhares dos olhos ocultos dos retratos, mamãe me tem perdão... Por que haveria de não perdoar seu único filho, que sempre a amou tanto?
Não há dúvidas, ela sabe... se fiz algo, se hesitei, e por fim segui em frente, ela definitivamente sabe que foi unicamente por amor.
Que Deus a tenha em sua estima.
Sinto falta de mamãe, mas sei que foi por amor. Ela me falou que desejava, mais que tudo, me ver feliz.
Ela me tem perdão, sei que tem.

Um comentário:

Fabrício Vieira disse...

você disse que me devia umas artituras.
desculpe-me mas eu não sei quem és.

não lembro de nenhum Osório.
é pseudônimo?

de todo jeito,
belo texto mr. Osório.

Fabrício Vieira